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12 - Viga e Cisco
'Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão”. Mt7.3 a 5
No Sermão do Monte, encontramos Jesus falando sobre nossos relacionamentos e do duro julgamento que existe entre nós. O assunto é delicado e o Senhor usou uma ilustração clara para ajudar os primeiros ouvintes, e a nós, a entendermos o que Ele queria ensinar.
Imagine a cena descrita pelo Senhor, onde alguém com uma viga, uma trave, um tronco no olho, tenta tirar o cisco do olho de outra pessoa. Impossível, pois a viga cega o olho de quem a tem, impedindo que consiga ajudar qualquer outra pessoa.
Jesus estava certo ao dizer que reparamos no cisco no olho do irmão. Como é fácil perceber os problemas, falhas, erros e pecados dos outros. O difícil é perceber a trave em nosso olho; o difícil é reconhecer o quanto temos errado, o quanto nos afastamos do Senhor, o quanto ferimos as pessoas, o quanto nos omitimos, o quanto pecamos.
O texto também fala do desejo de ajudar o irmão a ficar livre do cisco em seu olho. Que precioso perceber que, mesmo pecadores, somos capazes de querer ajudar as pessoas. De forma alguma Jesus está criticando a ajuda legítima entre nós.
O ponto central para Jesus, é lidarmos primeiro com nosso pecado para então, podermos ver claramente e ajudar o outro em suas lutas. Se não aprendermos a tirar as nossas traves, corremos o risco causar mais danos e dores do que cura, ao tentar tirar o cisco do outro.
Precisamos considerar que o pecado nos cega, embaça nossa visão e nos impede de ajudar outros. Ao escolher os olhos como ilustração, Jesus estava falando de uma das partes mais sensíveis do nosso corpo. Tão sensível que um pequeno cisco incomoda muito. Mas então, porque não percebemos a trave em nosso olho? É bem capaz que vamos nos acostumando com o pecado e perdendo a sensibilidade, ficando com a mente cauterizada e o coração endurecido. É provável também que nos acostumamos tanto a ver os ciscos alheios e colocamos nosso foco nas pessoas, fugindo de lidar com nossa triste condição.
O importante nesse texto é perceber a direção, o rumo, o ensino de Jesus. Primeiro, devemos tirar a trave dos nossos olhos: reconhecer e confessar nossos pecados, receber o incompreensível e extraordinário perdão de Deus e restaurar o que for possível.
Viver o processo de tirar a trave do nosso olho é fundamental para ajudar outros a trilharem o mesmo caminho de cura e perdão que percorremos. Primeiro recebemos perdão e graça. Depois estendemos perdão e graça, encorajando outros em direção ao Pai e Seu Amor.
Eu quero viver o processo que o Senhor ensinou. Quero ficar livre das minhas traves; quero ver claramente. E quero ajudar outros a viverem a vida plena que o Senhor nos propõe!
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