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22 – Como Jesus
“Voltou Jesus a ensinar à beira-mar... lhes ensinava muitas coisas por parábolas...” Mc 4:1,3
Sabemos que Jesus é o modelo que devemos seguir. Mesmo assim, não prestamos atenção ao que Ele fez quando esteve entre nós.
Enquanto Jesus ensinava em todo lugar, nós deixamos o ensino para lugares especiais (nossos templos). Enquanto Jesus ensinava por meio de parábolas, com imagens comuns do dia a dia do povo, nós usamos termos teológicos e muitas vezes eruditos, na tentativa de comunicar verdades espirituais.
Jesus se comunicava, se fazia entender. Usava figuras simples, de domínio comum. Falou da terra, da plantação, da semente. Contou histórias e depois fez as aplicações para não deixar nenhuma dúvida.
Jesus falou de pescaria, de água, de pão, de ovelhas, de pássaros e lírios do campo. Ele não se apressava em dar respostas, mas sabia fazer boas perguntas. Estimulava assim, a compreensão e a descoberta dos princípios espirituais através de simples perguntas. esus também permitia que o silêncio falasse sem criar constrangimento.
Que diferença e que distância a superar para que nosso ensino seja eficaz! Podemos começar entendendo que todo lugar é propício para o ensino. O princípio que deve nos nortear não é o lugar em si - mas onde existem pessoas, esse é o lugar certo.
Não podemos marcar o lugar e esperar que as pessoas apareçam – temos que nos aproximar, ir aonde as pessoas estão. E falar de forma a sermos entendidos.
Estamos tão acostumados ao nosso vocabulário evangélico que esquecemos que o princípio da comunicação não é o que eu falo, mas o que o outro entende. Se ele não entende o que digo, não houve comunicação.
Avalie sua prática e siga o exemplo de Jesus. Conte com a graça do Senhor. E glórias a Deus pelos resultados!
24 – Em meio às tempestades
“E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?” - Mc 4.38
O pensamento de que crentes não enfrentam tempestades é completamente equivocado. O texto nos mostra o desespero dos discípulos de Jesus em meio a uma forte tempestade. Temiam por suas vidas. Assim como nós tememos em muitas circunstâncias difíceis e assustadoras.
Precisamos entender que as tempestades acontecem na vida de todo ser humano. Nenhum de nós está isento de lutas. Mas perceba o maravilhoso detalhe: Jesus estava no barco com seus discípulos! E dormia, pois não há tempestade maior que o Seu poder.
É muito bom ver a liberdade dos discípulos em questionar se Jesus não se importava com eles. Boa pergunta, que revelava o que tinham no coração. Ainda não estavam certos do amor do Senhor, ainda carregavam a ideia de um Deus distante que não se importa.
Jesus se importa tanto com seus discípulos, com nossas vidas, que está no mesmo barco. Ele está junto, presente, com o controle das situações nas mãos. E no momento certo, em Seu tempo e do Seu modo, Deus age e se faz calmaria.
As tempestades nos ensinam muito sobre Deus. Nos levam a reconhecer e admirar quão grande é o nosso Deus; não há limite para Seu poder. Mas as tempestades também revelam muito sobre nós, sobre o que guardamos no coração, nossos medos, conceitos, pensamentos e crenças.
Nossa tendência é sempre orar para que o Senhor nos livre das tempestades. Mas podemos aprender a orar para que o Senhor nos livre em meio às tempestades, para que fortaleça nossa fé e acalme nosso temor e desespero.
E que acima de tudo que tenhamos a certeza inabalável de que o Senhor está ao nosso lado, presente em meio as lutas e pronto para agir no Seu tempo e do Seu modo! Ele se importa sempre!
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