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24- Tristes escolhas
“Herodias odiava João Batista e queria matá-lo, mas não conseguia fazer isso. Porque Herodes temia João, sabendo que era homem justo e santo, e o mantinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, embora gostasse de escutá-lo...
O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não quis negar o pedido da jovem. E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi e o decapitou na prisão, e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a entregou à sua mãe. Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram o corpo dele e o colocaram num túmulo” Mc6.19,20, 26 a 29
João Batista era alguém que incomodava, denunciando o pecado sem medo. Foi o que ele fez com o rei Herodes e desencadeou a sua morte por execução.
Herodes se casou com a esposa do próprio irmão Felipe. O poder do rei lhe dava a ilusão de não ter limites e que a ética não se aplicava a ele. Mas João Batista não se vendeu ao poder de Herodes e denunciou o seu pecado.
Herodias, a esposa adúltera, odiava João e queria vê-lo morto. Já a reação de Herodes é intrigante: ele sabia que João era um homem justo e santo, gostava de escutá-lo, o mantinha em segurança na prisão e o temia.
O pecado é uma bola de neve que vai tomando grandes proporções, se não for confessado, tratado, perdoado e abandonado, por meio de Jesus. A situação de Herodes se complicou, quando na festa do seu aniversário, prometeu dar à sua enteada qualquer coisa que ela pedisse. Herodias mandou sua filha pedir ao generoso rei, a cabeça de João Batista num prato.
O texto nos diz que Herodes ficou muito triste, mas por causa do juramento que fez, atendeu o pedido da jovem, e aumentou ainda mais seu estoque de pecados.
É interessante observar que a tristeza é uma das emoções que muitas vezes acompanha o pecado e cuja função é nos mover ao arrependimento. No caso de Herodes, ele não considerou sua tristeza e ficou preso ao voto que fez. Ele escolheu preservar sua reputação e, nessa perspectiva, a vida de João Batista não tinha valor algum. Sabemos que Herodes enviou logo o executor. Ele tinha pressa em resolver a situação. Talvez na expectativa de aplacar a tristeza e o peso que carregava.
João Batista cumpriu sua missão. E Herodes seguiu carregado de peso e assombrado pelo que fez a João. Quando mais à frente Herodes ouviu sobre Jesus e seu ministério, ficou novamente perplexo, pois alguns achavam que João havia ressuscitado dos mortos. Ele disse: “Eu mandei decapitar João. Quem, então, é esse a respeito do qual tenho ouvido tais coisas? E se esforçava para vê-lo” (Lc9.9).
Mesmo após sua morte, vemos o legado de João Batista, conduzindo até Herodes a prestar atenção em Jesus!
Quanto a nós, como temos lidado com o pecado e a tristeza que o acompanha? Que valores as nossas escolhas revelam: buscamos nos livrar logo do que nos confronta? Agimos para acobertar o pecado e manter nossa imagem? Ou buscamos viver os valores do Reino de Deus e conhecer Jesus de perto?
Que o Espírito Santo de Deus nos sonde e nos conduza a viver verdadeiramente a fé em Jesus e apontar para Ele!
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