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dia 30
“Trouxeram a Jesus algumas crianças, para que as abençoasse, mas os discípulos repreendiam aqueles que as traziam” Mc10.13
Seguimos refletindo sobre as aproximações das pessoas até Jesus registradas em Mc10. Já falamos sobre os fariseus, que se aproximaram querendo provar Jesus. Agora nos deparamos com uma cena, no mínimo, estranha.
Pessoas tentavam levar crianças até Jesus e os discípulos tentavam impedir que isso acontecesse. Os próprios discípulos de Jesus tentavam impedir essa aproximação, repreendendo as pessoas que levavam as crianças ao Senhor.
Talvez o pensamento dos discípulos, e de muitas pessoas hoje, é que a fé é assunto para adultos, que as crianças não entendem e não têm condições de viver a vida cristã. Se pensamos assim, precisamos considerar a reação de Jesus.
Ele ficou indignado e repreendeu duramente seus discípulos, dizendo: “deixem que as crianças venham a mim, não as impeçam”. E terminou a cena colocando as crianças no colo e as abençoando.
Precisamos refletir se, de alguma forma, temos nos comportando como aqueles discípulos. Será que nosso comportamento ou nossa fala podem impedir nossas crianças de conhecerem Jesus? Com certeza!
As crianças nos observam atentamente; elas ouvem o que dizemos e veem o que fazemos; estão sempre percebendo quando nossas ações e palavras se contradizem. Por exemplo: elas nos veem felizes na igreja, cumprimentando e sorrindo para as pessoas e logo depois nos ouvem criticando as mesmas pessoas, ou o sermão ou a igreja em si. Ou então temos um discurso que não devemos mentir, mas quando alguém que não queremos conversar telefona, pedimos para dizer que não estamos.
Precisamos considerar seriamente o ensino de Jesus nesse texto. As pessoas que levavam as crianças ao Senhor estavam certas. Nossas crianças precisam ser levadas até Jesus. Como adultos é nosso privilégio e responsabilidade conduzir as crianças ao encontro do Senhor Jesus.
Ao mesmo tempo em que levamos as crianças a Jesus, também apresentamos Jesus às crianças. O povo de Deus foi assim instruído no AT, para ensinar suas crianças no caminho da fé; e ao longo de gerações o nome de Deus tem sido conhecido através do ensino dos pais aos filhos.
Não podemos terceirizar essa responsabilidade para igrejas, pessoas ou escolas. É nosso privilégio, segundo Pv22.6, ensinar a criança no caminho em que deve andar, na certeza de que, ainda quando for velho não se desviará dele.
Ensinar no caminho não significa apenas apontar o caminho certo, mas andar nele, sendo exemplo de quem conhece e caminha com Jesus! Que esse seja o nosso privilégio: andar com Jesus e apresentar nossas crianças a Ele!
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