Nesta semana cujos acontecimentos se encaminham para a crucificação, vamos considerar
as palavras de Jesus na cruz
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Nas tuas mãos
“Jesus bradou em alta voz: 'Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'. Tendo dito isso, expirou.” Lc23.46
Lucas foi quem registrou as últimas palavras de Jesus na cruz, depois que o véu do santuário foi rasgado de cima para baixo.
Os judeus que conheciam os salmos, podiam identificar as palavras do Senhor como o verso 5 do Sl31, um salmo de Davi, cujo tema é a confiança total em Deus.
Na cruz, Jesus expressou a sua completa confiança no Pai.
Na cruz, Jesus tinha seus pensamentos permeados pela Palavra de Deus, assim como foi a sua vida. O Pai era a sua referência, na vida e na morte.
Não temos registros de um período da vida de Jesus – entre a adolescência, onde foi encontrado por seus angustiados pais, Maria e José, conversando com os sacerdotes no tempo; e o momento do seu batismo por João Batista no Jordão. Mas quando começou a falar e ensinar, Jesus falava do Pai e do Seu Reino, o que nos leva a pensar no relacionamento cultivado com Deus enquanto crescia e chegava à idade adulta.
É o que vemos em Jesus na cruz, um filho que não perde o Pai e seus valores de vista e do coração.
Na cruz, Jesus falou com o Pai e se entregou em Suas mãos. O último pensamento e ato de Jesus na cruz, foi de entrega ao Pai.
Apesar da morte de Jesus na cruz ser uma aparente vitória do mal, é evidente a vitória revelada na fidelidade de Jesus ao Pai.
No final do dia e no fim da vida, é a Deus que prestamos e prestaremos contas. Paulo, falando de Jesus, disse: “E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” – Fp2.8 a 11
Deus foi glorificado em Jesus! Com Ele aprendemos que devemos e podemos manter os olhos, o coração e os pensamentos focados em Deus em todo o tempo. Na verdade, é esse relacionamento estreito e profundo com o Pai, que nos permite permanecer crendo e viver dia a dia a vida plena que Ele nos concede.
Confiar em alguém não é tão simples e fácil. Temos exemplos onde tentamos confiar em alguém e saímos frustrados; experiências nas quais nossa confiança foi traída e saímos machucados. Então aprendemos a ficar com os pés atrás e não confiar nos outros. O problema é que acabamos colocando Deus na mesma categoria dos que nos decepcionaram.
Ao dizer “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”, Jesus estava declarando, pra mim, pra você e pro mundo, que o Pai é completamente digno de confiança.
Quero te encorajar a confiar mais, confiar completamente em Deus e Seu amor revelado em Jesus: “Pai, me entrego em tuas poderosas mãos!”