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4 - Amar e Orar
'Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” - Mt5. 43 a 45
No Sermão do Monte Jesus confrontou a religiosidade e as distorções na interpretação da lei de Moisés. Esse texto é um destes confrontos. A lei nunca disse que o povo de Deus deveria odiar seus inimigos, mas é o que os líderes religiosos, fariseus e escribas ensinavam nos dias de Jesus.
Vamos considerar dois conceitos importantes no texto: próximo e inimigo. Quem são eles? Próximo é quem pensa como a gente e inimigo é quem pensa ao contrário? Na incrível parábola do Bom Samaritano, Jesus atribuiu a um samaritano o título de próximo do judeu à beira do caminho. Lembrando que na época samaritanos e judeus se consideravam inimigos.
Hoje o nível de intolerância é tão alto, que facilmente os inimigos se multiplicam, por motivos banais ou simplesmente por pensar e agir diferente. Existem casais, famílias, irmãos, que se veem e se tratam como inimigos... quanto ódio e quanta dor!
Diante do cenário do primeiro século e diante do nosso contexto, temos a fala de Jesus. Ao falar: “Mas eu lhes digo”, o Senhor revelou a Sua autoridade. Ele tem algo a dizer e Suas Palavras são verdade e são necessárias para corrigir o foco, mudar conceitos e preconceitos.
Jesus ter algo a dizer, implica em termos ouvidos para ouvir, isto é, nosso coração deve estar disposto a acolher e considerar seriamente o que Ele diz.
“Amem seus inimigos e orem por quem os persegue”, foi a fala certeira do Senhor. Ele nem discutiu o conceito de quem é inimigo. De cara deu uma direção, um mandamento, uma ordem: amem e orem! Seria mais fácil cumprir se ele dissesse: discuta, brigue, discorde, se posicione, publique, compartilhe...
Precisamos reconhecer o quanto temos falhado em viver o que o Senhor nos pede. Mal amamos os amigos, os que são próximos. Amar os inimigos é um grande desafio aos nossos corações que sabem odiar facilmente... E quanto a orar? Nossas orações alcançam os de casa na melhora das hipóteses.
Fico pensando como seria se levássemos a sério essas palavras do Senhor e aprendêssemos a amar e orar pelos inimigos e por quem nos persegue...
Ah, Jesus disse o que aconteceria: seríamos parecidos com o Pai, reconhecidos como filhos pela semelhança em amar e cuidar de quem não é igual a nós.
O final do texto nos fala do amor do Pai revelado na graça comum, onde o sol e a chuva são bençãos de Deus para qualquer um e para todos, mesmo para quem nem crê que Ele existe!
Que o nosso coração se renda ao Senhor, reconhecendo que não temos amado e orado pelos nossos inimigos! É tempo do Amor do Senhor nos encher e transbordar como sol e chuva, como bençãos do Pai em nossa geração!