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Sl 32 -
Perdão e bem-aventurança!
“Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado é aquele a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há engano. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor secou como no calor do verão. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Eu disse: “Confessarei ao Senhor as minhas transgressões”; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado” Salmos 32:1-5 NAA
O Sl 32 foi escrito por Davi. Ele não estava falando de algo hipotético ou teórico, mas da sua profunda experiência pessoal. Encontramos um contraste impressionante entre a realidade do perdão e o sofrimento do pecado. Davi experimentou as duas coisas; ele sabia do que estava falando.
Temos quatro palavras sendo usadas para descrever o pecado: transgressão, pecado, iniquidade, engano. Davi deixou claro que é uma realidade complexa, profunda e pesada.
Davi tinha consciência que seus atos eram errados diante de Deus, mas mesmo sabendo disso, ele escolheu ‘calar os seus pecados’. Que forma acertada de descrever a tentativa de fazer de conta que está tudo bem, deixar para lá e tentar seguir a vida, sem encarar a própria natureza pecaminosa.
Calar os pecados é algo que a humanidade aprendeu bem a fazer desde o começo. A questão é podemos escolher calar os pecados, mas não temos como evitar as consequências desta escolha.
Davi descreveu em cores vivas os efeitos do pecado em sua vida. Ao dizer que seus ossos envelheceram, estava identificando o desgaste físico que experimentava, percebia seu corpo definhando. Os gemidos eram constantes diante da dor. Seu vigor secou como no calor do verão...
O entendimento de Davi é que estava enfrentando o peso da mão de Deus. Dia e noite. No Sl139 ele também falou da mão de Deus: a mão que abençoa, cuida, protege. Aqui ele percebeu o outro lado da mesma mão de amor: o peso, o incômodo contínuo, cujo alvo é trazer confissão, cura e restauração.
Jamais podemos afirmar que problemas físicos são sempre causados por pecados não tratados. Mas no caso de Davi e em tantos outros, esta verdade se aplica. O próprio Davi teve essa percepção. Talvez em meio ao sofrimento se perguntasse: “Por que Senhor?” E a resposta vinha com a culpa do que tinham feito.
Por cerca de 1 ano Davi viu seu vigor, sua vida antes vibrante, ir secando... que triste... Até que finalmente pensou: “Confessarei ao Senhor as minhas transgressões”
. Pensou e confessou. Deixou de tentar esconder a sua iniquidade. Que momento libertador! Da quase pra ver Davi voltando a respirar!
Então ouvimos o milagre que ele viveu: “Tu perdoaste a iniquidade do meu pecado”.
O perdão é incompreensível, inexplicável, extraordinário, sobrenatural, e ao mesmo tempo, real. O perdão liberta, tira fardos pesados dos ombros, dissipa a amargura da alma, traz leveza a vida!
Que a afirmação de Davi seja também a nossa: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto!”