04 – Querer e Fazer
“Pedro declarou: “Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei.” Mc 14:29
Ao longo da vida descobrimos que ter o desejo de fazer algo não significa que será feito. Mesmo quando o desejo é legítimo. Muitos de nós realmente queremos viver a vontade do Senhor, queremos fazer o que é certo diante de Deus. Mas o que acontece entre o desejo e a prática? Qual a distância entre o querer e o fazer?
Pedro passou por uma dura experiência nesse sentido e podemos aprender com ele. Jesus sabia que seria abandonado em breve e enfrentaria a agonia da cruz. Pedro não admitiu a possibilidade de abandonar seu Senhor e Mestre. Respondeu com firmeza, com a convicção de quem sabe exatamente o que quer: “eu não te abandonarei”.
Os outros até poderiam abandonar o Senhor, mas não ele. Aí está o problema: Pedro se julgava capaz de fazer o certo, confiava em si mesmo, em suas decisões e escolhas; se achava até melhor que os outros.
Naquela madrugada o choro deste discípulo foi amargo, veio das entranhas, da decepção consigo mesmo, da frustração de não conhecer quem era e do mal que foi capaz de fazer.
A única opção que temos para viver de forma coerente entre o querer e o fazer é reconhecer nossa total dependência do Senhor, clamar por sua misericórdia, confessar que somos do mesmo barro que o mais vil pecador... Nas palavras de Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem (ou em si mesmo), faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor!” Mas “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”(Jr17:5a7).
Senhor, nos ajude a vivermos de forma coerente com o que cremos!
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