05 – Silêncio Oportuno
“Pilatos voltou então a interrogá-lo: Não respondes nada? Vês quantas acusações te fazem. Mas Jesus não respondeu mais nada, e Pilatos ficou admirado.” Mc 15:4e5
Ao ler o capítulo mais triste do Cristianismo somos tomados por fortes sentimentos. Ficamos indignados com tamanha injustiça; visualizamos a dimensão que a maldade e a crueldade humanas puderam atingir; perguntamos onde estavam os amigos...
Além de todos estes pensamentos nos chama a atenção o silêncio de Jesus. Ao ser foi questionado e acusado poderia ter usado seu direito de resposta; poderia ter explicado o propósito de sua vida; poderia ter feito um discurso eloquente. Mas não fez nada disso.
Jesus simplesmente se calou. E seu silêncio causou admiração na vida de Pilatos. E na minha! Aprendemos com Jesus o lugar do silêncio.
Existem situações em que as palavras, as explicações e as justificativas revelam nosso desespero em tentar fazer os outros nos entenderem. Jesus não se debateu tentando convencer o mundo que estava certo. Seu silêncio revelou a grandeza de seu caráter e Sua total entrega nas mãos do Pai.
Em Eclesiastes o sábio diz: “há tempo de ficar calado e tempo de falar” (Ec3:7). Somos rápidos em falar, em apresentar nossas ideias, em justificar nossas ações. Queremos ser compreendidos. Mas perdemos muitas oportunidades de exercitar o silêncio.
Jesus sabia exatamente quem era e a Quem servia. Ele proclamou as verdades do Reino de Deus inúmeras vezes, com palavras e com sua vida. Mas soube discernir o tempo de calar.
É uma lição que precisamos aprender e praticar. Não o silêncio por si mesmo, mas o silêncio oportuno, como expressão de nossa confiança e entrega ao Senhor. Ele sabe quem somos e tudo sobre nós, e isso nos basta. Que o Senhor nos ensine o tempo certo para viver o silêncio oportuno como expressão de nossa total confiança Nele!